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Dia Mundial da Vida Selvagem

Visitantes aprendendo com educador do Aquario
  • Picture of AquaRio AquaRio
  • 27 fevereiro, 2026

Celebrado anualmente em 3 de março, o Dia Mundial da Vida Selvagem foi instituído pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas em 2013. A data marca a assinatura da CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção), ocorrida em 1973, e tem como objetivo reconhecer o valor intrínseco da vida selvagem e a importância de sua conservação para o equilíbrio ecológico, o desenvolvimento sustentável e o bem-estar humano.

Mais do que uma celebração simbólica, o Dia Mundial da Vida Selvagem é um chamado global à ação. Ele nos lembra que a biodiversidade sustenta sistemas alimentares, regula o clima, mantém ciclos ecológicos essenciais e contribui diretamente para a economia, a cultura e a saúde das populações humanas. Proteger a vida selvagem significa preservar as bases que tornam a vida possível no planeta.

A força invisível dos oceanos

Quando falamos em vida selvagem, muitas vezes pensamos primeiro em grandes mamíferos terrestres. No entanto, os oceanos abrigam a maior diversidade biológica da Terra. Recifes de coral, manguezais, mar profundo e regiões costeiras concentram organismos com características únicas, resultado de milhões de anos de evolução em ambientes extremos e altamente competitivos.

Essa diversidade não é apenas ecológica — ela é também bioquímica. Muitos organismos marinhos produzem metabólitos secundários, compostos químicos que desempenham funções de defesa, comunicação ou competição. Essas substâncias vêm despertando grande interesse científico por seu potencial terapêutico e farmacológico.

Biodiversidade marinha e inovação em saúde

A chamada bioprospecção marinha investiga compostos naturais produzidos por organismos oceânicos com potencial aplicação na medicina. Diferentemente de muitos organismos terrestres, espécies marinhas frequentemente sintetizam moléculas estruturalmente complexas e inéditas, capazes de atuar em alvos biológicos específicos.

Entre os exemplos mais conhecidos estão:

  • Compostos isolados de esponjas marinhas que deram origem a medicamentos utilizados no tratamento de alguns tipos de câncer e doenças virais, como ocorreu a partir de estudos com a esponja caribenha Tectitethya crypta.
  • Substâncias derivadas do tunicado Ecteinascidia turbinata, que inspiraram o desenvolvimento de fármacos antitumorais.
  • Pesquisas com moluscos do gênero Conus, cujas toxinas deram origem a medicamentos analgésicos de alta potência para dores crônicas.
  • Estudos com organismos associados a recifes de coral e microrganismos marinhos vêm sendo investigados por suas propriedades antibacterianas, anti-inflamatórias e antifúngicas.
Esponja Tectitethya crypta

Esponja Tectitethya crypta

Esses exemplos demonstram que conservar a biodiversidade marinha não é apenas uma questão ambiental — é também uma estratégia de inovação científica e de promoção da saúde global. Cada espécie perdida pode representar a perda de uma molécula ainda desconhecida, com potencial para tratar doenças que hoje desafiam a medicina.

Educação para conservar: a experiência do AquaRio

No AquaRio, o Dia Mundial da Vida Selvagem ganha uma dimensão prática e interativa. Para marcar a data, o setor educativo promove uma atividade gamificada que convida o público a explorar cartas ilustradas com espécies marinhas e seus compostos bioativos. Por meio dessa dinâmica, os participantes descobrem como metabólitos produzidos por esponjas, tunicados, moluscos e microrganismos marinhos vêm sendo estudados para aplicações terapêuticas e farmacológicas.

A proposta vai além da curiosidade científica: ela estimula a reflexão crítica sobre a importância da conservação dos oceanos como fonte de conhecimento, inovação e saúde. Ao conectar biodiversidade, ciência e responsabilidade socioambiental, a atividade reforça que proteger a vida selvagem é também proteger oportunidades futuras de cura e bem-estar para a humanidade.

Conservação como compromisso com o futuro

No contexto das mudanças climáticas, da poluição marinha e da sobreexploração de recursos, proteger a vida selvagem torna-se uma responsabilidade compartilhada. A degradação dos ecossistemas ameaça não apenas espécies emblemáticas, mas também cadeias ecológicas complexas e oportunidades científicas ainda inexploradas.

Celebrar o Dia Mundial da Vida Selvagem é reconhecer que a conservação precisa caminhar lado a lado com a educação, a pesquisa e a justiça ambiental. Significa compreender que os oceanos não são apenas paisagens — são sistemas vivos que sustentam a vida e guardam respostas para desafios contemporâneos.

Ao valorizar a biodiversidade marinha como fonte de conhecimento e inovação, reafirmamos que proteger a vida selvagem é, em última instância, proteger a nós mesmos. Afinal, cuidar do oceano é cuidar da vida — hoje e nas próximas gerações.

Venha participar no AquaRio!

📍 Local: AquaRio – Praça Muhammad Ali, Gamboa, Rio de Janeiro – RJ

🕘 Funcionamento:

Segunda a sexta: 9h às 17h (última entrada às 16h)

Sábados e domingos: 9h às 18h (última entrada às 17h)

🎟️ Ingressos pelo site: CLIQUE AQUI

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Sobre Nós

Com 26 mil m² de área construída e 4,5 milhões de litros de água, o AquaRio é o maior Aquário Marinho da América do Sul e terá até 8 mil animais de 350 espécies diferentes em exposição.

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